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Santos Casais da Ferreira

policiario2016@gmail.com

O Autor

MEDITAÇÃO


A nossa alma está,

Sobremaneira saturada

Do escárnio dos

Arrogantes

Salmo 123, 4



NÃO SABENDO FAZER KONTAS



Um cargueiro com pavilhão desconhecido aproxima-se do porto atraindo a atenção geral

internacional

intencional

imoral

torrencial

Os estivadores descarregam

Sob o luar

Uma traineira sai para o mar

E há um gigantesco aquário

Que não preenche o imaginário

santuário

mariscada

mareada

encarnada

aluada

entalada

O perito não periga

nem fuma

espuma

verruma

caruma

atum

nenhum

A tabuada, rever a tabuada

porrada

marmelada

encavacada

cangalhada

lixada


Veloz corre a centopeia

areia

a sereia

esperneia

& a imperial

infernal

animal

& o vento

sedento

violento

cimento

tormento

& o sol

rissol

caracol

lençol

& o Lord

pagode

morde

enxota

acorde

garrote

& o papagaio

lacaio

& o odor

fedor

horror

& o arruaceiro

matreiro

sendeiro

& as mulheres

belas

flores

amores

beijos

apalpões

tatuagens

viagens

& o mar

sempre o mar

Sempre se regressa ao mar

Como se fosse de novo começar

devagar

dançar

triunfar

amar



Não se consegue exprimir o mar

Donzelas, música e o mar.

Perto e longe de tudo .

As chatices não têm fim

& as chatices estão sempre

longe do mar

longe do sal

longe do sol

Abaixo a ditadura da chatice.

Morte à morte