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Santos Casais da Ferreira

policiario2016@gmail.com

Ó DA GUARDA!

— Ó sr. Guarda, o ilustre Visconde do.. e também Marquês da…, doutrinado — como é sabido entre a plebe — nas melhores Universidades da Europa, não sabe, porém:

— Como preencher um cheque. Eis o motivo porque este humilde criado o tem de assistir. Ofende-me profundamente que o sr. tenha acreditado, que fosse com intenções de o matar.

— Não lhe pareça mal, caro rico-homem. Ouvi dizer de fontes, dadas como seguras. A sua ruína não foi causada por ele?

— Não. Foi o poker, numa noite de azar.

O almocreve das balelas, assistia divertido, não tinha dias de folga. Estava sempre a bombar. Atingiu — quem diria? — o mercado, o nível máximo de absorção, o lucro transformou-se subtilmente em prejuízo. O carro de bois emprestado pelos agricultores, rodava aos trambolhões plano inclinado abaixo.

Assistir sentado, enquanto se fuma um cigarro, não é opção.

Procurava-se conseguir um consenso geral. O digno Visconde do… e também Marquês da… lia o manual de instruções, desta vez, sobre como preencher uma letra comercial.


Santos Casais da Ferreira