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Santos Casais da Ferreira

policiario2016@gmail.com

ACONTECIMENTO NA CIDADE

15-01-2021

14:34:50



ACONTECIMENTO NA CIDADE


A cidade estava calma no seu lado leste, onde habitavam os trabalhadores, a populaça, ordeira e concentrada na sua azáfama agrícola, a manter a produção de víveres para a comunidade.


Na zona de lazer, lado oeste, os humanos envolvidos na diversão começaram a brigar em vários bairros, generalizando a desordem.

As autoridades atribuíram ao álcool bebido em excesso, a causa da pancadaria e vandalismo e a proveniência do desarranjo dos cérebros emburguesados.

Os arruaceiros foram detidos e acalmados.


Ezer Ez escrevia um poema e observava o caso da calamidade avulsa entregue ao domicilio sem que, estivesse sequer encomendada.

As sinistras forças da mordacidade moviam-se cobertas pelo poderoso cretinismo e a gigantesca mesquinhez de todos os participantes.

Bandos de espalhadores de pânico, ameaçavam o povo granjeador, resguardados na sua apresentação de falsos agentes da autoridade competente, e assim enganavam os agricultores e operários que todavia por hábito ancestral miravam e ouviam com desconfiança.


Ezer Ezx ligou à sua namorada Ezera Eza, para se deslocarem até a cidade vizinha ‒ enquanto as saídas e entradas não eram cortadas ‒ para tomarem café num ambiente agradável.

Ezera contava como a corja de velhacos, lhe assediava a existência, tentando-a convencer da vantagem de se juntar à sua seita maligna, que ‒ entre várias imbambas ‒ lhe abriria as portas do futuro, em todas as profissões em que quisesse laborar.

Em vão, porque sabia das falsidade dos rufias, e da perigosidade dos embustes, que apregoavam já desmascarados, fora da província.

Ezer concordou, o chiar irritante das trafulhices de caca envenenavam os ouvidos e posteriormente o juízo de indivíduos, incautos e desprevenidos.

A paisagem da esplanada sobre o mar, deleitava-os, abraçados, de mão-dada, rosto caído no ombro, e uma breve passagem pelo leve, reparador, lépido, sono em que serviram mutuamente de cabeceira um do outro.


Uma narrativa sobre um funcionário, moço de recados, que efectuara um depósito de cinquenta escudos, e que o caixa do banco registara somente 30, no talão.

E que o dito funcionário, ficara com fama de se abotoar com a importância de 20 mil réis, a nota conhecida por folha de alface, até que na caixa bancária depois de conferida e reconferida, sobejaram os tais vinte paus, limpando o nome, do inocente jovem trabalhador.

Porém essa infelicidade andava de boca em boca, e os cortadores de pernas, fizeram mais uma amputação, lixando o trabalhador.


Outros notabilizados patifes, ouvindo dizer que os nazis fizeram sabão da gordura dos judeus gaseados, experimentaram o mesmo a partir dos membros retalhados.

Vários sabonetes foram postos no mercado.



A bordo da nave espacial que os levaria de regresso à Galáxia Estatelar, Andróide A olhava o Andróide B, e perguntavam a si mesmo, à sua inteligência artificial, aos terabytes da memória RAM, que raio seria aquilo, que estava no texto acima escrito, e encontrado, entre os restos do planeta, onde vivera uma misteriosa civilização extinta, e que ao que parece, conhecida por humana.







Santos Casais da Ferreira