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Santos Casais da Ferreira

policiario2016@gmail.com

AS MANGAS DA CAMISA DE 11 VARAS

Ao som da última das doze badaladas, começou a efervescência da camisa de onze varas, recuperada acidentalmente, do espólio da antiga civilização humana, habitante do apagado planeta Terra.

Comenta-se, nos corredores da competência acordada e vielas da boémia, que na origem de tão nefasto acontecimento, esteve a revolta da Mãe natureza, contra os abusos do predador racional, a repulsa nativa, contra o espírito danoso da poluição/difamação/improdutivo. Não se conseguiu, porém, a pesar de todos os esforços, a milhões de ano-luz de distância, apurar a causa da tragédia.

Daí que a ARACQI, Associação de Robots Androides Çaiborgues e Quejandos Incorporados, tenha decidido por bem, deslindar o caso.

Perante a difícil vara nº 1, decidiu a Assembleia geral, aprovar por unanimidade importar o remédio mágico, conservado em sigilo num satélite à parte, e beber até acumular energia, para começar a grandiosa tarefa.

 Os autómatos, besuntados na junta da cabeça, com massa consistente de qualidade, desenvencilharam-se bem, da primeira vara, efetuados os estudos preliminares à suspeita inaudível, da cibernética fracionada, e feitos com vagar, os relatórios sem erros ortográficos, coordenados pela alta incumbência galáctica/provincial, confiante de cumprir os prazos tirânicos, impostos pelas pinças mecânicas e próteses metálicas, não se importando em nada, e por vezes causando a impressão, de se manterem com as extremidades bem untadas.

Por ser verdade é elaborada a descrição pretérita, e vai ser a mesma difundida pelos meios de comunicação intergalácticos, de modo que se saiba nos cantos mais recônditos do Universo, de maneira que nenhum ascendente de sucata çaiborgue, fique privado de contar (à lareira) sua história para a revisão de garantia, ao seu descendente recém mecanizado.