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Santos Casais da Ferreira

policiario2016@gmail.com

NA ÉPOCA EM QUE ISTO SE PASSOU



NA ÉPOCA EM QUE ISTO SE PASSOU



Na época em que isto se passou, os robôs de classe maligna, começaram a fatiar a desgraça, e a vendê-la no supermercado polvilhada de calúnia, refogada na difamação, e regada com molho boato.

E foi assim, numa madrugado em que o andróide A acordou na capoeira e não sabia onde estava.

E do cimo da pedra do portal, da porta secreta do palheiro, espiou para as barreiras, ao fundo das quais corria o claro rio, esse rio Ibérico, dizia-se, na era, orgulho da espécime humana, que se encontrava ainda longe da extinção.

Cantavam os pássaros, chilreavam os passarões e outros, que se dizia, não passarão.

Toda aquela paisagem, se mostrava como um caminho para a terra descomprometida, para a vivificação, vivificada da vidinha, sub-vida, pro-vida.

Não se tinha, de um modo geral, dado conta que o drama, a fantasia, o incrível, o diálogo, estavam todos bem cuidados, bem ali mesmo à mão de semear.

Os robôs da classe maligna com o produto da venda da desgraça fatiada compraram o bairro ao mercador estrangeiro e ficaram donos do dito cujo.

Os çaiborgue eram outros que tais, bandidos, selvagens, comentava-se, vendiam o terror desembargado e afligiam os povos por onde passavam.

Estes dois grupos pretendiam apoderar-se do incrível e seus semelhantes, à viva força e na ponta da espingarda.

Perante estas ameaças, os andróides A, uniram-se aos B, C, e D, e armaram uma milícia comum para lhes dar combate.

Entretanto, o drama, a fantasia, o incrível, o diálogo, convocaram a Assistência Galáctica para auxiliar a nave que transportava as consciências pesadas atingidas por um tsunami, que varrera a província, deixando aquela parte da região sem um único hospital.

Daí que uma outra, gentil estirpe Çaiborguiana, arregaçou as mangas e organizou, pequenos grupos de ataque de proximidade, de modo a manter o idiota útil a facturar, e conseguir fundos numismáticos, para ajudar as consciências sobrecarregadas, chegarem a bom refúgio de tratamento, noutra Galáxia em devidas condições.

Foi entretanto, afixado no mural do feicebuque da província galaxiana, o seguinte texto:




levava-se a brincar,

em sinal de indignação,

histórias antigas de colossos,

para zombarem dele,

sem viver ocioso,

na devassidão mental, histérica e planetária,

pondo em risco sua honra e vida,

forçado a beber a bebida,

envenenada,

(quem beneficiaria?),

o detractor é um indivíduo difamador,

que desqualifica e desvaloriza a importância,

de algo ou alguém (dicionário),

sujeito que fala mal dos outros,

e espalha mau conceito sobre o atacado.

Maldizendo, difamando e desqualificando o outro.

( dicionário também).





Um numeroso grupo de andróides e robôs sem classe, mas não desclassificados, trocavam curiosas mensagens, espavoridas, inquisidoras, fantasistas.


O Centro de Sabedoria Galáctica, considerou o texto apócrifo, e perigosamente curativo para os cérebros afetados pela moléstia universal.

Neste momento, o local onde se desenrolaram estes conteúdos, foi considerado destrambelhado, e encerrado para as devidas reparações subsequentes e inconsequentes, e entre dentes.



09:51:07, 28-01-2021, Santarém, Portugal.





Santos Casais da Ferreira