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Santos Casais da Ferreira

policiario2016@gmail.com

Poesia

I

o sol

através da treva não analisada

expande-se

alvejante

pelo peito fascinado

e adornado

da desconforme expectativa empaleada.

(13/01/2011)


 

 

II

Pequena humilde e pobre

A tribo reúne-se na clareira

Do bosque encantado

Lume aceso comunga-se cada alfobre

Vigia-se o gado na erva rasteira

Estão luzindo estrelas no céu nublado

A música surge antes da noite e da geada

As cantigas emanam das goelas do pessoal

portáteis desligados a ceia servida irmanada

E a malta sossega em paz no bem-estar do Natal.

(29/08/2010)


 

 

III

no bar octogonal construído entre destroços misteriosos

o sorriso simpático da empregada que lhe traz a cerveja

fez com que ao voltar-se a mirasse

 

pegou no jornal lendo as notícias e artigos adiposos

e o espírito crítico filtrando a insensatez

quando ela lhe dando o troco vem de frente com ar casual

e não resiste ao resplendor das jeans justas

não evita o transbordar do amor

natural

e animal

 

porém a indiferença dela o ar superior e distante

o faz sentir como mais um objecto

 insignificante

como letras sumidas pela doença da vaidade pintadas numa carta.

(26/01/201)


 

FIM